Monday, October 12, 2009

Clay mining in the slopes of Serra Geral puts an extra danger in the endangered Crested Eagles in Santa Catarina



This beautiful landscape is now facing degradation by logging, mining and fire wood afairs.

Forest clearing for fire wood and charcoal are rapidly destroying the last habitats of Crested Eagles in Serra Geral slopes, Santa Catarina

The rare and elusive Crested Eagle (Morphnus guianensis) can still be seen in Santa Catarina’s Serra Geral. But its days in the region are counting down. While in some sectors of the area the Brazilian Atlantic Rain Forest is burned and transformed into charcoal to fuel ceramic industry in south Santa Catarina, in a nearby area a phosphate mining enterprise leaded by BUNGE and YARA food and fertilizer international groups are struggling to get an environmental license to trigger their project.



If mining projects continue to be licenced, Santa Catarina will loose and deteriorate some of the most beautiful landscape in south Brazil. The Crested Eagle face will local extintion if no attempt to conserve such rare eagle in south Brazil will be set.

Sunday, October 04, 2009

Gavião Pato: O Reencontro

DOMINGO, 27 DE SETEMBRO DE 2009

Gavião-pato: O reencontro

Gavião-pato macho com uma presa não-identificada nas garras

Neste ultimo domingo [27 de setembro] na 5º etapa de campo da pesquisa com aves de rapina na Reserva Biológica das Perobas, tivemos o prazer de reencontrar o gavião-pato Spizaetus melanoleucus espécie rara e ameaçada no Paraná, e de dificil observação na Rebio.

Pelas caracteristicas da plumagem podemos afirmar que se trata de outro indivíduo e pelo pequeno porte comparado a obsevação de junho indica que essa ave é um macho adulto. Observamos ele por volta do meio-dia quando ele passou planando a baixa altura com uma presa não-identificada nas garras, voava em direção ao meio da mata. Cerca de 4 gaviões-tesoura Elanoides forficatus [ Espécie na qual ainda não havia sido catalogada neste trabalho] o perseguia tentando acuá-lo da area. Talvez o gavião-pato estivesse levando a presa para um possivel ninho para alimentar a fêmea. Com esses dados, podemos confimar que na Rebio existe ao menos um casal de Spizaetus melanoleucus, tentaremos nas proximas saidas a campo apontar se eles estão se reproduzindo ou não na unidade.

Gavião-pato sendo perseguido por um gavião-tesoura. Foto: Willian MenQ

Gavião tesoura sobrevoando a Rebio. Foto: Willian MenQ

Sunday, July 19, 2009

PROJETO GAVIÕES DE PENACHO NO PR - Reserva Biológica (Rebio) de Perobas

Descoberta ave de rapina em extinção

Carlos Oliveira

Brasília (17/07/09) – O biólogo Willian Menq, do Centro Universitário de Maringá (PR), registrou a presença do gavião-pato, uma espécie muito rara no Sul do Brasil. Essa ave está na na lista vermelha das espécies ameaçadas de extinção no Paraná e em diversos estados brasileiros. O pesquisador avistou o pássaro durante os trabalhos de campo que tem feito na Reserva Biológica (Rebio) de Perobas, no noroeste paranaense. Ele estuda as aves de rapina presentes na região. É mais uma das pesquisas da fauna existente na Unidade de Conservação.

A ave encontrada vive exclusivamente em florestas e, por estar numa reserva protegida pelo Instituto Chico Mendes (ICMBio), tem chances de sobreviver. “Sua presença está associada à grande oferta de presas potenciais que a unidade apresenta e também pelo habitat ideal. Agora teremos as atenções voltadas a ela para estimar qual o tamanho de sua população na reserva, se é apenas um individuo, um casal, ou mais”, destaca o pesquisador.

De acordo com Willian Menq, mais que ser balizadora de futuras pesquisas e do planejamento para manutenção da reserva, essa pesquisa que ele desenvolve é imprescindível por causa da especificidade do local. “Além ser a única floresta de grandes dimensões e isolada, ela acabou se tornando um refúgio da fauna no noroeste paranaense, uma verdadeira 'arca de noé', onde há grande diversidade de espécies.”

Ele explica que à medida que forem sendo catalogadas, será mensurada a frequência, a quantidade específica da cada uma delas e se são comuns ou mais raras, como o gavião-pato. “Espero que consigamos registrar outras espécies raras de alto interesse biológico.” A probabilidade de êxito para outras raridades, na opinião de Menq, é muito grande. “A reserva, com as dimensões e diversidades de animais que tem, se torna local perfeito para as aves de rapina”, afirma.

Agregando a essas particularidades, segundo ele, as aves de rapina carecem também de informações na literatura devido às baixas densidades populacionais desse grupo. “E ainda faltam biólogos dedicados a esse grupo específico, pois a metodologia de pesquisa com aves de rapina é totalmente diferente das de pesquisa com outros grupos de aves. Por isso, elas acabam ficando subamostradas na maioria das listas avifaunísticas”, completa.

Para mudar esse quadro, o pesquisador segue com os estudos na reserva até fevereiro de 2010. Ele vai ao local a cada mês e deve aumentar a frequência de visitas no início do verão. Apesar desse período delimitado, pode haver, diz ele, a prorrogação dos trabalhos de campo conforme a necessidade. É assim que Willian Menq está fazendo o levantamento das aves de rapina ( gaviões, águias, falcões e até corujas) existentes na reserva e no entorno dela.

As aves de rapina são predadoras e têm importante destaque na cadeia alimentar da Rebio. Elas podem ser indicadas, informa Menq, como bioindicadoras da qualidade ambiental da reserva, pois a maioria delas é muito sensível a ação do homem. “E possuem papel importantíssimo no controle de populações de animais, garantindo o equilíbrio do ecossistema. Elas controlam espécies consideradas pragas, como roedores e algumas aves nocivas à agricultura,” explica.

Por causa dessa importância, o pesquisador vai distribuir, no final dos trabalhos, algumas cartilhas explicativas à comunidade, para deixar clara a necessidade de preservação dessas aves. “Pois muitas, principalmente gaviões, são alvo de fazendeiros que as acusam de atacar crias domésticas, o que raramente acontece. E as corujas, devido às crenças populares e lendas, são vistas como seres de mau agouro. Com isso, acabam sendo perseguidas e mortas”, relata.

As pesquisas feitas pelo biólogo Willian Menq, se unem a outras, como a que estuda os médios e grandes mamíferos da reserva e a que observa os morcegos, esta já teve a primeira fase concluída. Todas elas são de incalculável relevância acadêmica e fundamentais para o desenvolvimento do plano de manejo da Rebio de Perobas, que já está em andamento.

Serviço:

Para saber mais sobre as pesquisas com aves de rapina acessewww.avesderapinabrasil.com.

Ascom/ICMBio
(61) 3341-9280

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Friday, September 12, 2008

LISTA DE ESPÉCIES AMEAÇADAS - VERDADES E MENTIRAS



Gostaria de explicar uma frase que disse em uma entrevista à Cristiane Prizibisczki do O ECO. Disse que, se tiver de mentir, que a mentira fosse a favor dos bichos. Essa frase foi dita dentro do contexto das atuais listas de espécies ameaças no Brasil e demais paises do dito Terceiro Mundo. As listas de espéies ameaçadas nestes paises quase que não assinalam a presença de aves de rapina diurnas ou noturnas. No tocante as aves de rapina diurnas, e notável a ausência das águias florestais, como o nosso Gavião real.
As razões para a não inclusão dessas espécies seria que os organizadores das listas seguiram os criterios da IUCN - Organização Mundial para a Conservação da Natureza. Por terem seguido os criterios, esses organizadores acreditam que fizeram um bom trabalho. Seria justamente nesse ponto em que baseio minhas críticas.
Estariam os critérios errados? Ou melhor, os critérios foram realmente seguidos?
A resposta é que os critérios não são errados, mas não foram seguidos corretamente. Explico o porque disso abaixo.
Vamos usar alguns exemplos encontrados na Lista Oficial do MMA:

Aguia Cinzenta: Harpyhaliaetus coronatus
Nome popular: Águia-cinzenta
Categoria de ameaça: Vulnerável
Area de ocorrêcia: BA, DF, GO, MA, MG, MT, PA, PR, RJ, RS, SC, SP, TO

Mapa apresentado pelo Ministerio do Meio Ambiente para a distribuição da águia cinzenta no Brasil - notem que no mapa parece que temos águias em todos os cantos do país.



A águia cinzenta esta considerada como Vulneravel. O que é vulneravel dentro dos critérios da IUCN?



A. Apresentar redução na população com base no seguinte:

1. Apresentar uma redução populacional observada, estimada, ou suspeita de ≥ 50 % nos ultimos 10 anos, ou tres gerações, onde as causas da redução são:

(a) Observação direta

(b) Um indice apropriado ao taxa

(c) Um declinio na area de ocupação, ou sua ocorrêcia e/ou qqualidade do habitat;

(d) Nivel real, ou potencial de exploração;

(e) os efeitos de taxa introduzido, hibridização, patogenos. poluentes, competidores, ou parasitas.

Irei basear minha critica a exclusão das demais aguias da lista analisando apenas o como foram seguidos os criterios da IUCN acima listados.

Inicio com o primeiro criterio:

1. Apresentar uma redução populacional observada, estimada, ou suspeita de ≥ 50 % nos ultimos 10 anos, ou tres gerações...

O Brasil conta com banco de dados populacionais para a aguia cinzenta ao longo dos ultimos 10 anos? Existem trabalhos publicados, ou mesmo relatorios tecnicos com essa informação?
A resposta é não. O criterio ainda permite a estimação ou suspeita dessa redução. Seria nesse ponto onde a famosa frase do Roberto Azeredo, dita em um encontro em Brasilia para a elaboração do Plano de Ação para a Conservação das Aves de Rapina (que se encontra paralisado) que dizia o seguinte: SE TIVERMOS DE MENTIR, QUE A MENTIRA SEJA A FAVOR DOS ANIMAIS/NATUREZA.
Considerando que nada sabemos sobre as populações das águias cinzentas, mas que é notória a destruição de seu habitat pela agroindustria da soja, o minimo que poderia se estimar seria uma drastica redução populacional.

Seguindo a analise:

(a) Observação direta
Existem dados sobre observações diretas com a aguia cinzenta no pais? As poucas que temos em Santa Catarina e Rio Grande do Sul sugerem uma situação séria no presente e críica em um futuro breve quando a silvicultura cobrir as coxilhas do Rio Grande do Sul e os campos de altitude sulinos.

(b) Um indice apropriado ao taxa
Os indices existem,podem ser aplicados, mas apenas com dados reais em campo, após buscas exaustivas ao longo de sua área de distribuição. Ressalto que tais indices nã foram sequer empregados devido a ausência de estudos.

(c) Um declinio na area de ocupação, ou sua ocorrêcia e/ou qqualidade do habitat;
O declinio e visivel tanto viajando pelo pais, como consultando as imagens de satelite, que mostram um declinio gigantesco no Brasil. Grandes areas de uso da aguia cinzenta foram ocupados pela soja e áreas ainda existentes o serão pela silvicultura.

(d) Nivel real, ou potencial de exploração;
Com a fragmentacao do habitat, aumenta as chances de aguias serem abatidas por moradores rurais, consequentemente, os niveis reais de exploraçã e caça existem e aumentaram.

(e) os efeitos de taxa introduzido, hibridização, patogenos. poluentes, competidores, ou parasitas.
Quanto a estes fatores, apenas saliento que com a agroindustria ocupando areas continentais no Brasil, os efeitos dos agrotoxicos nunca foram avaliados e, com certeza são consideraveis.

Tendo como base essa analise, podemos inferir que a categorização das aguia cinzenta como vulneravel seria muito otimista. Uma aguia do porte de uma Aguia Cinzenta deve ter um territóio de mais em torno dos 20 mil hectares, considerando que a agroindustria e a silvicultura tem destruido muito de seu habitat natural, a situação da aguia cinzenta seria critica.

Considerando o acima exposto, seria mais justo fazer uma avaliação mais conservadora e manter a especie mais protegida.

A frase “Não acho que seja adequado inchar a lista, porque o problema disso é que podemos gastar munição com espécies que não estão realmente ameaçadas” dita pelo Adriano Paglia da Conservation International associada com a ideia “Se fizermos isso, a lista acaba perdendo sua credibilidade” de Leonardo Mohr são muito questionaveis, uma vez que os criterios nao foram seguidos adequadamente como exposta acima e, em termos de conservação as atuais listas apenas protegem os interesses de emprrendimentos que a cada vez mais reduzem os habitats e levam as especies a extinção. Por outro lado, para organizações não governamentais que obtem muito de seus recursos para salvar especies em extinção traria mais vantagens aguardar que as espécies entrem par ao quadro critico.

Finalizando, manter espécies como as águias na lista de espécies ameaçadas não seria inchar a lista, nem dar tiro no pé muito menos perder a credibilidade, uma vez que as atuais listas não apresentam nenhuma credibilidade por, justamente não seguirem os criterios básicos, que seriam contar as aves no campo e ter uma situacão real do status delas e não ficar em gabinetes com ar condicionado decidindo o futuro de nossas espécies.

Thursday, May 29, 2008

CURSO DE IDENTIFICAÇÃO DE AVES DE RAPINA DIURNAS NO AVISTAR BRASIL

Caminhada pela trilha descendo do mirante na Serra do Japi (Foto William Menq)


Grupo de alunos no alto da Serra do Japi realizando um ponto fixo para observar aves de rapina. Não foi um lugar apropriado, mas foi o suficiente para demonstrar a tecnica de observação das aves de rapina diurnas. (Fotos Willian Menq).


O Projeto Gaviões de Penacho participou do AVISTAR BRASIL onde oferecemos um mini-curso de Identificação de Aves de Rapina Durnas. O curso teve uma sessão expositiva em São Paulo e outra sessão pratica na Serra do Japi. O curso teve a participação de 21 pessoas que assistiram entusiasmadas a exposição e aguardaram ansiosas o surgimento de espécies de aves de rapina no ponto fixo que realizamos.

Essa participação no Avistar 2008 fez parte de nosso programa de capacitação e sensibilização da comunidade em relação à conservação das aves de rapina no Brasil.

Thursday, May 01, 2008

PRIMEIRO MINI-CURSO DE OBSERVAÇÃO E IDENTIFICÃO DE AVES DE RAPINA DIURNAS

Carcará (Caracara plancus) (Foto: Juliana Martins)
Urubu-de-cabeça-vermelha (Cathartes aura) (Foto: Juliana Martins)
Gavião-de-sobre-branco (Percnohierax leucorrhous) (Foto: Alan Bolzan)
Floresta mista de Araucaria na Flona de São Francisco de Paula (Foto: Juliana Martins)
Campos e a mata da Flona de São Chico

Turma entusiasmada realizando observação em ponto fixo

Turma observando atentamente as aves que planam sobre o ponto fixo (Foto: Juliana Martins)

Realizamos o Primeiro Mini-Curso de Observação e Identificação de Aves de Rapina Diurnas de 25 a 27 de abril de 2008 em Caxias do Sul. O curso foi uma parceria do Projeto Gaviões de Penacho e a Associação Montanha Viva com o Diretorio Acadêmico do Curso de Ciencias Biológicas da Universidade de Caxias de Sul. O mini-curso faz parte do programa de educação ambiental e capacitação do Projeto Gaviões de Penacho. O curso teve uma sessão teórica e expositiva na noite de sexta feira e uma parte prática na Floresta Nacional do Ibama de São Francisco de Paula (Flona de São Chico). Abordamos noções básicas de identificação e marcas de campo, técnicas de contagens e conservação. O curso teve a participação de 18 alunos entusiasmados.

Realizamos observações em dois periodos: cedo antes do nascer do sol até as 8 horas e das 9 as 12 horas. Durante o primeiro periodo o foco de nossas buscas a pé foram as especies do Genero Micrastur: ruficollis e semitorquatus. Ouvimos a vocalização de alguns individuos de Micrastur ruficollis na manhã de domingo vocalizando no interior da mata de araucaria. Ouvimos também as vocalizações de algumas aves florestais como os arapaçús Dendrocolaptes platyrostris e Xhiphocolaptes albicollis, Grallaria varia, Chamaeza campanisona.

Segue a lista das especies de aves de rapina diurnas observadas durante o mini-curso:

Coragyps atratus
Cathartes aura

Link util para vocalizações de aves neotropicais: xenocanto


Tuesday, November 13, 2007

CAMPANHA SOS RIO PELOTAS

Participem da CAMPANHA SOS RIO PELOTAS.