Friday, September 12, 2008

LISTA DE ESPÉCIES AMEAÇADAS - VERDADES E MENTIRAS



Gostaria de explicar uma frase que disse em uma entrevista à Cristiane Prizibisczki do O ECO. Disse que, se tiver de mentir, que a mentira fosse a favor dos bichos. Essa frase foi dita dentro do contexto das atuais listas de espécies ameaças no Brasil e demais paises do dito Terceiro Mundo. As listas de espéies ameaçadas nestes paises quase que não assinalam a presença de aves de rapina diurnas ou noturnas. No tocante as aves de rapina diurnas, e notável a ausência das águias florestais, como o nosso Gavião real.
As razões para a não inclusão dessas espécies seria que os organizadores das listas seguiram os criterios da IUCN - Organização Mundial para a Conservação da Natureza. Por terem seguido os criterios, esses organizadores acreditam que fizeram um bom trabalho. Seria justamente nesse ponto em que baseio minhas críticas.
Estariam os critérios errados? Ou melhor, os critérios foram realmente seguidos?
A resposta é que os critérios não são errados, mas não foram seguidos corretamente. Explico o porque disso abaixo.
Vamos usar alguns exemplos encontrados na Lista Oficial do MMA:

Aguia Cinzenta: Harpyhaliaetus coronatus
Nome popular: Águia-cinzenta
Categoria de ameaça: Vulnerável
Area de ocorrêcia: BA, DF, GO, MA, MG, MT, PA, PR, RJ, RS, SC, SP, TO

Mapa apresentado pelo Ministerio do Meio Ambiente para a distribuição da águia cinzenta no Brasil - notem que no mapa parece que temos águias em todos os cantos do país.



A águia cinzenta esta considerada como Vulneravel. O que é vulneravel dentro dos critérios da IUCN?



A. Apresentar redução na população com base no seguinte:

1. Apresentar uma redução populacional observada, estimada, ou suspeita de ≥ 50 % nos ultimos 10 anos, ou tres gerações, onde as causas da redução são:

(a) Observação direta

(b) Um indice apropriado ao taxa

(c) Um declinio na area de ocupação, ou sua ocorrêcia e/ou qqualidade do habitat;

(d) Nivel real, ou potencial de exploração;

(e) os efeitos de taxa introduzido, hibridização, patogenos. poluentes, competidores, ou parasitas.

Irei basear minha critica a exclusão das demais aguias da lista analisando apenas o como foram seguidos os criterios da IUCN acima listados.

Inicio com o primeiro criterio:

1. Apresentar uma redução populacional observada, estimada, ou suspeita de ≥ 50 % nos ultimos 10 anos, ou tres gerações...

O Brasil conta com banco de dados populacionais para a aguia cinzenta ao longo dos ultimos 10 anos? Existem trabalhos publicados, ou mesmo relatorios tecnicos com essa informação?
A resposta é não. O criterio ainda permite a estimação ou suspeita dessa redução. Seria nesse ponto onde a famosa frase do Roberto Azeredo, dita em um encontro em Brasilia para a elaboração do Plano de Ação para a Conservação das Aves de Rapina (que se encontra paralisado) que dizia o seguinte: SE TIVERMOS DE MENTIR, QUE A MENTIRA SEJA A FAVOR DOS ANIMAIS/NATUREZA.
Considerando que nada sabemos sobre as populações das águias cinzentas, mas que é notória a destruição de seu habitat pela agroindustria da soja, o minimo que poderia se estimar seria uma drastica redução populacional.

Seguindo a analise:

(a) Observação direta
Existem dados sobre observações diretas com a aguia cinzenta no pais? As poucas que temos em Santa Catarina e Rio Grande do Sul sugerem uma situação séria no presente e críica em um futuro breve quando a silvicultura cobrir as coxilhas do Rio Grande do Sul e os campos de altitude sulinos.

(b) Um indice apropriado ao taxa
Os indices existem,podem ser aplicados, mas apenas com dados reais em campo, após buscas exaustivas ao longo de sua área de distribuição. Ressalto que tais indices nã foram sequer empregados devido a ausência de estudos.

(c) Um declinio na area de ocupação, ou sua ocorrêcia e/ou qqualidade do habitat;
O declinio e visivel tanto viajando pelo pais, como consultando as imagens de satelite, que mostram um declinio gigantesco no Brasil. Grandes areas de uso da aguia cinzenta foram ocupados pela soja e áreas ainda existentes o serão pela silvicultura.

(d) Nivel real, ou potencial de exploração;
Com a fragmentacao do habitat, aumenta as chances de aguias serem abatidas por moradores rurais, consequentemente, os niveis reais de exploraçã e caça existem e aumentaram.

(e) os efeitos de taxa introduzido, hibridização, patogenos. poluentes, competidores, ou parasitas.
Quanto a estes fatores, apenas saliento que com a agroindustria ocupando areas continentais no Brasil, os efeitos dos agrotoxicos nunca foram avaliados e, com certeza são consideraveis.

Tendo como base essa analise, podemos inferir que a categorização das aguia cinzenta como vulneravel seria muito otimista. Uma aguia do porte de uma Aguia Cinzenta deve ter um territóio de mais em torno dos 20 mil hectares, considerando que a agroindustria e a silvicultura tem destruido muito de seu habitat natural, a situação da aguia cinzenta seria critica.

Considerando o acima exposto, seria mais justo fazer uma avaliação mais conservadora e manter a especie mais protegida.

A frase “Não acho que seja adequado inchar a lista, porque o problema disso é que podemos gastar munição com espécies que não estão realmente ameaçadas” dita pelo Adriano Paglia da Conservation International associada com a ideia “Se fizermos isso, a lista acaba perdendo sua credibilidade” de Leonardo Mohr são muito questionaveis, uma vez que os criterios nao foram seguidos adequadamente como exposta acima e, em termos de conservação as atuais listas apenas protegem os interesses de emprrendimentos que a cada vez mais reduzem os habitats e levam as especies a extinção. Por outro lado, para organizações não governamentais que obtem muito de seus recursos para salvar especies em extinção traria mais vantagens aguardar que as espécies entrem par ao quadro critico.

Finalizando, manter espécies como as águias na lista de espécies ameaçadas não seria inchar a lista, nem dar tiro no pé muito menos perder a credibilidade, uma vez que as atuais listas não apresentam nenhuma credibilidade por, justamente não seguirem os criterios básicos, que seriam contar as aves no campo e ter uma situacão real do status delas e não ficar em gabinetes com ar condicionado decidindo o futuro de nossas espécies.

Thursday, May 29, 2008

CURSO DE IDENTIFICAÇÃO DE AVES DE RAPINA DIURNAS NO AVISTAR BRASIL

Caminhada pela trilha descendo do mirante na Serra do Japi (Foto William Menq)


Grupo de alunos no alto da Serra do Japi realizando um ponto fixo para observar aves de rapina. Não foi um lugar apropriado, mas foi o suficiente para demonstrar a tecnica de observação das aves de rapina diurnas. (Fotos Willian Menq).


O Projeto Gaviões de Penacho participou do AVISTAR BRASIL onde oferecemos um mini-curso de Identificação de Aves de Rapina Durnas. O curso teve uma sessão expositiva em São Paulo e outra sessão pratica na Serra do Japi. O curso teve a participação de 21 pessoas que assistiram entusiasmadas a exposição e aguardaram ansiosas o surgimento de espécies de aves de rapina no ponto fixo que realizamos.

Essa participação no Avistar 2008 fez parte de nosso programa de capacitação e sensibilização da comunidade em relação à conservação das aves de rapina no Brasil.

Thursday, May 01, 2008

PRIMEIRO MINI-CURSO DE OBSERVAÇÃO E IDENTIFICÃO DE AVES DE RAPINA DIURNAS

Carcará (Caracara plancus) (Foto: Juliana Martins)
Urubu-de-cabeça-vermelha (Cathartes aura) (Foto: Juliana Martins)
Gavião-de-sobre-branco (Percnohierax leucorrhous) (Foto: Alan Bolzan)
Floresta mista de Araucaria na Flona de São Francisco de Paula (Foto: Juliana Martins)
Campos e a mata da Flona de São Chico

Turma entusiasmada realizando observação em ponto fixo

Turma observando atentamente as aves que planam sobre o ponto fixo (Foto: Juliana Martins)

Realizamos o Primeiro Mini-Curso de Observação e Identificação de Aves de Rapina Diurnas de 25 a 27 de abril de 2008 em Caxias do Sul. O curso foi uma parceria do Projeto Gaviões de Penacho e a Associação Montanha Viva com o Diretorio Acadêmico do Curso de Ciencias Biológicas da Universidade de Caxias de Sul. O mini-curso faz parte do programa de educação ambiental e capacitação do Projeto Gaviões de Penacho. O curso teve uma sessão teórica e expositiva na noite de sexta feira e uma parte prática na Floresta Nacional do Ibama de São Francisco de Paula (Flona de São Chico). Abordamos noções básicas de identificação e marcas de campo, técnicas de contagens e conservação. O curso teve a participação de 18 alunos entusiasmados.

Realizamos observações em dois periodos: cedo antes do nascer do sol até as 8 horas e das 9 as 12 horas. Durante o primeiro periodo o foco de nossas buscas a pé foram as especies do Genero Micrastur: ruficollis e semitorquatus. Ouvimos a vocalização de alguns individuos de Micrastur ruficollis na manhã de domingo vocalizando no interior da mata de araucaria. Ouvimos também as vocalizações de algumas aves florestais como os arapaçús Dendrocolaptes platyrostris e Xhiphocolaptes albicollis, Grallaria varia, Chamaeza campanisona.

Segue a lista das especies de aves de rapina diurnas observadas durante o mini-curso:

Coragyps atratus
Cathartes aura

Link util para vocalizações de aves neotropicais: xenocanto


Tuesday, November 13, 2007

CAMPANHA SOS RIO PELOTAS

Participem da CAMPANHA SOS RIO PELOTAS.

Sunday, August 05, 2007

CAMPANHA PRÓ-ICMS ECOLÓGICO EM SANTA CATARINA

PARTICIPE DO BAIXO ASSINADO PRÓ-ICMS ECOLÓGICO EM SANTA CATARINA.

O BAIXO ASSINADO É ONLINE. CLIQUE AQUI E PARTICIPE.

Tuesday, June 19, 2007

Estaria correto a remoção das nossas águias e outras espécies de aves de rapína da LIsta de espécies ameaçadas no MMA?

Por muitas décadas as espécies do genero Spizaetus, Harpya, Morphnus e outras espécies de aves de rapina estiveram presentes na lista de espécies ameaçadas do Ministerio do Meio Ambiente (MMA). Helmut Sick foi um dos que sempre lutou pela permanência destas espécies na lista de espécies ameaçadas brasileira. As razões pelas quais Sick se preocupava deviam estar associadas à sua experiência em nossas matas. Sick conheceu o Espirito Santo quando era coberto de florestas. Lembro dele triste ao contar da destruição das matas que ele percorrera naquele estado. Recordo também do saudoso e igualmente emerito Ornitólogo Oliverio Pinto demonstrando o mesmo pesar ao lembrar das florestas que percorreu em Alagoas, que já nos anos 70 rumavam a galope para o atual estado de fragmentação.

Recordo de cenas que eu mesmo vivi em Santa catarina e Rio Grande do Sul nos anos 70 quando cruzava de ônibus pela 101 e ainda via florestas paludosas nas baixadas, que hoje foram em sua quase totalidade transformadas em pastagens e agricultura.

Hoje em dias, os jornais e portais de noticia da internet noticiam conglomerados de investidores gananciosamente pleiteando o licenciamento para reflorestamentos com eucaplito que ocuparão centenas de milhares de hectares na campanha gaúcha. Estes mesmos portais relatam um impeto nunca antes observados pela agroindustria invadindo a floresta amazonica com a soja com o aval do governo federal. Esse mesmo governo federal vem realizando o maior lobby de todos os tempos para diminuir o já baixo rigor no processo do licenciamento ambiental para estes empreendimentos.

O Governo federal ainda luta pelo licenciamento de mais barragens hidrelétricas que alagam os poucos remanescentes florestais ao longo de nossos rios já castigados pela agroindustria.

Isso tudo apenas para uma introdução ao óbvio - nossos habitats naturais diminuiram alarmantemente ao longo destas décadas. Então vem a pergunta que não se cala em minha consciência: como então retiraram espécies sensiveis à estas atividades antropicas como as aves de rapina?

A resposta na ponta da língua pelos responsáveis pela lista é que eles seguiram a metodologia do Livro Vermelho da UICN - autoridade máxima nestas questões. Ao que volto a perguntar: como estas autoridades retiraram espécies de aves de rapina em paises que enfrentam problemas de destruição de habitat como os do sudeste asiático, Africa, Indonésia, Argentina e outros tantos países?

Por outro lado, o Christian Science Monitor vem com uma noticia bem interessante:Espécies comuns enfrentam declinio dramático. Isto é referente a espécies norte americanas após um estudo da Audubon Society. Neste estudo muitas espécies comuns de aves estão enfrentando um declinio dramático. Segundo o estudo, 20 espécies comuns estudadas apresentaram um declinio de 54 % dsde 1967. Algumas chegaram a declinar cerca de 80%! E são espécies comuns. Os investigadores apontaram causas como a agroindustria, o aquecimento global entre tantas.

Devemos considerar que a Audubon Society vem realizando contagens de aves das mais comuns as mais raras há muitas décadas e contam com um invejável banco de dados para estudos comparativos. Pergunto então como os pesquisadores da UICN e os nossos pesquisadores brasileiros chegaram a conclusão de que nossas águias não enfrentam mais problemas que justifiquem sua inclusão na lista de espécies ameaçadas? Teriam nossos pesquisadores algum parâmetro similar ao que utilizou a Audubon Society, ou mesmo as similares europeias?

Pelo que eu sei, não temos isso no Brasil, ou em qualquer pais do terceiro mundo. Um exemplo próximo foi o Livro vermelho do Rio Grande do Sul que listou algumas espécies como a Harpia/Gavião real (Harpya hapyja), o Gavião de Penacho (Spizaetus ornatus) e o Uiraçu-falso (Morphnus guianensis) como extintos naquele estado brasileiro. Basearam sua conclusão em pouco trabalho de campo e na publicação do excelente observador de aves William Belton. Belton foi um exímio observador de aves que percorreu o Rio Grande do Sul registrando as espécies de aves do estado. Belton usava redes e observava as aves nas proximidades e não percorria grandes distãncias buscando as aves de rapina em particular. Desta forma ele não registrava espécies do genero Spizaetus com frequência. Portanto, seus dados referentes a espécies de aves de rapina de maior porte, ou mesmo as do gênero Accipiter não são apropriadas para extrair conclusões sobre algum declinio, ou mesmo sobre padrões de ocorrência. No entando, os autores do Livro Vermelho do RGS apontaram como extintas algumas destas espécies de águias tendo como base o livro do Belton sobre as aves do RGS. Mais recentemente alguns pesquisadores gaúchos começaram a registrar o Spizaetus ornatus em algumas localidades e deu-se inicio a uma suave mudança de opinião sobre a presença ou não destas espécies no RGS.

A exclusão de espécies de aves de rapina diurnas e noturnas na lista de espécies ameaçadas brasileiras pode ser considerado um passo para atrás no processo da conservação. Por que? Considerando essa corrida dos investidores para o abrandamento no licenciamento ambiental, podemos dizer que a falta das águias e outras aves de rapina na lista de espécies ameaçadas somente facilita o processo.

Se espécies de aves comuns vem apresentando declínio na America do Norte, imaginem o que está acontecendo no Cerrado, na Caatinga, na Floresta Atlântica e na Amazônia? Imaginem nossa águias e corujas o que devem estar passando? Nossa lista precisa de uma revisão urgente.

A matéria noticiada pelo Christian Science Monitor sobre o alarmante declinio de espécies comuns de aves, creio que isso deva servir de um sinal de alerta para nós como ornitólogos e como cidadões e buscar corrigir esta falha terrível em nossa lista de espécies ameaçadas do MMA.

Thursday, June 14, 2007

Mega Projetos de reflorestamento ameaçam o futuro da Águia Cinzenta no Rio Grande do Sul

A Águia Cinzenta (Harpyhaliaetus coronatus) é uma águia de grande porte e se encontra sériamente ameaçada no Brasil. Grande parte de sua área de distribuição vem sendo tomada pela agroindustria e pela silvicultura. Desta forma os habitats utilizados pela águia cinzenta para atividades de caça estão sendo rapidamente destruidos. Por outro lado os locais onde a águia reproduz - matas de galeria, ou canhadas de rio, como o Rio Pelotas estão sendo alagadas por represas hidreletricas como Barra Grande que inundou uma área florestal de 6000 hectares na divisa do Estado do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Destes, 800 hectares eram ocupados por uma mata milenar composta de araucarias e angicos gigantescos. Estas grandes árvores são utilizadas por aves de rapina para a construção de seus ninhos.

Atualmente o Rio Grande do Sul foi transformado em um palco para um poderoso lobby movido por empresas como a Votorantim, Aracuz e outras para a obtenção de licenciamento ambiental para iniciarem seus projetos de reflorestamento. Estas empresas compraram grandes áreas da campanha gaucha - conhecida como campos sulinos, para o plantio de eucalipto. Com a chegada destes projetos, muitos proprietários colocaram suas propriedades a venda.
A campanha gaucha e os campos de cima da serra no Rio Grande do Sul e Santa Catarina são os ultimos redutos de habitats excelentes para a sobrevivencia a Águia Cinzenta.

O grande problema nesta situação é que as empresas lobbistas não querem o zoneamento proposto pelas agencias governamentais gaúchas. O cerne desta questão é que se as companhias de silvicultura aceitassem o plano de zoneamento o rumo da conversa seria outro.

Temos hoje em dia o conceito da reserva legal no nosso código florestal que prevê a preservação de uma área florestal na propriedade. Exemplo, a Fazenda Florestal gateados tem uma área aproximada de 18 mil hectares, onde 5500 hectares são de reserva legal que a empresa está em vias de transformar em uma RPPN. A Fazenda Florestal Gateados é um dos melhores exemplos de silvicultura e conservação. A Águia Cinzenta nidifica na propriedade, assim como o gavião de Penacho (Spizaetus ornatus), o Gavião Pombo Grande (Leucopternis polionotus), o Urubu Rei (Sarcoramphus papa), assim como uma complexa comunidades de mamiferos.

Seria emergencial que estes projetos de reflorestamento na campanha gaucha e nos campos de altitude considerassem o estabelecimento de reserva legal de campos para a conservação do bioma dos campos sulinos e, entre eles a Águia Cinzenta.

Finalizando, caso os projetos de reflorestamento de grandes áreas na campanha gaúcha e campos de altitude sigam o rumo que está seguindo, teremos desencadeado uma avalanche de extinções e entre elas a Águia Cinzenta.